Remédio proibido nos EUA ainda é vendido no Brasil: estamos desprotegidos?

Um dos anti-inflamatórios mais vendidos no Brasil, o Mesulida (nome comercial da substância nimesulida), está proibido em países como os Estados Unidos, onde jamais foi aprovado pela FDA (agência reguladora semelhante à Anvisa), devido ao risco elevado de toxicidade no fígado. Mas, curiosamente, ele continua sendo vendido nas farmácias brasileiras com prescrição simples.

A nimesulida chegou a ser retirada do mercado em diversos países como Irlanda, Espanha, Finlândia, Bélgica, México e até mesmo na Índia, após relatos de casos de hepatite fulminante, insuficiência hepática e até mortes. A European Medicines Agency (EMA) também limitou o uso da substância a no máximo 15 dias, apenas para dores agudas e com exigência de prescrição médica.

Já no Brasil, mesmo com alertas de especialistas e órgãos internacionais, o medicamento segue liberado pela Anvisa, sendo comumente usado para dor de garganta, febre, dores musculares e gripes — muitas vezes sem que os pacientes sejam alertados sobre seus efeitos colaterais graves.

Estudos apontam que os casos de hepatotoxicidade podem ocorrer até mesmo com poucos dias de uso, e que 1 a cada 50 mil pessoas pode desenvolver uma reação grave que pode levar à morte ou à necessidade de transplante de fígado.

A pergunta que fica é: por que o Brasil ainda mantém nas prateleiras um remédio que muitos países baniram por ser perigoso?

Enquanto isso, medicamentos mais seguros, como ibuprofeno e dipirona, seguem sendo preferidos nos países com protocolos mais rígidos de segurança.

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