O Metrovale Notícias teve acesso exclusivo à filmagem que mostra o momento em que uma professora da creche municipal EMEI Marilia Pereira Valente, no bairro Sítio 1, em Taubaté (SP), joga um bebê de colo no chão, dentro da sala de aula.
As imagens, chocantes, mostram a professora M. segurando a criança pelas pernas e a arremessando com violência. O menino cai, bate a cabeça e a coluna. Mesmo diante dessa brutalidade, fontes informaram que a profissional não foi exonerada, mas tão somente afastada por licença médica e, posteriormente, transferida para uma creche no bairro Jardim América. A Secretaria de Educação, até o momento, não confirmou oficialmente essa transferência.

A família tomou conhecimento do vídeo em julho de 2024, na Secretaria de Educação, porém só tiveram cópia da gravação em 13 de dezembro de 2024, por e-mail, após meses de tentativas frustradas e negativas da própria Prefeitura, que alegava “proteção de imagem” por haver outras crianças no vídeo.
Durante todo esse período, a mãe da criança, Stefany, enfrentou crises de ansiedade, angústia, silêncio institucional e a dor de não saber o que realmente havia acontecido com seu filho. Mesmo após a prova ser entregue, a Prefeitura continua se recusando a liberar um segundo vídeo, onde, supostamente, o diretor da unidade identificado como N., apareceria com a criança por alguns minutos fora do alcance da câmera de segurança .
Após o afastamento do diretor da escola, comentários ofensivos começaram a circular nas redes sociais. Entre as postagens, acusações absurdas surgiram contra a mãe, alegando que ela estaria “criando um delinquente mentiroso”.
“Meu filho tinha apenas 1 ano e 8 meses. Ele nem falava ainda. Um bebê. E mesmo assim começaram a nos atacar como se tudo fosse invenção. Como se o erro fosse nosso. Mas o vídeo está aí. A imagem fala por si. Meu filho foi agredido dentro da escola”, desabafa Stefany.
A repercussão fez com que o print da denúncia feita pela mãe no ano passado voltasse a circular. Muitos pais se lembraram do episódio. Alguns, ao assistirem ao vídeo na porta da escola, se revoltaram com o que viram.
O Metrovale Notícias procurou a Secretaria de Educação de Taubaté, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação do secretário Hélcio Carvalho dos Santos.
“Nós não queremos vingança. Queremos justiça e proteção para outras crianças. Porque poderia ter sido o filho de qualquer mãe”, disse Stefany.
O jornal questiona:
• Por que demoraram seis meses para entregar um vídeo que mostra uma criança sendo agredida dentro de sala de aula?
• Por que a gravação com o diretor, fora do campo da câmera, ainda está sendo mantida em sigilo?
• Foi instaurado procedimento administrativo contra os envolvidos? Houve responsabilização?
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