Mãe de criança autista é ameaçada por usar vaga preferencial em São José

Caso aconteceu no estacionamento da EMEI Cassiano Ricardo, dentro do Parque Santos Dumont. Mãe denuncia abandono da Prefeitura e omissão dos vereadores.

Foto: LidianeCanrneiro.Adv

A rotina já é difícil para Priscila Izabel de Oliveira, mãe de um menino autista de 3 anos de idade. Além dos desafios diários de criar e proteger seu filho, agora ela também precisa lidar com a violência e a omissão do poder público. No último dia 21 de maio, ao buscar o filho na EMEI Cassiano Ricardo — localizada dentro do Parque Santos Dumont, em São José dos Campos — Priscila foi ameaçada por um homem ao estacionar na vaga preferencial, destinada a pessoas com deficiência.

Mesmo com a credencial em mãos e com o filho no carro, ela teve o retrovisor do veículo danificado e, em seguida, foi abordada por um pai de aluna que passou a ofendê-la e ameaçá-la, alegando que ela estaria demorando demais para sair da vaga. O homem, segundo Priscila, não possui autorização legal para utilizar o espaço.

“Eu estava dentro do carro, com meu filho, quando ele começou a me ameaçar. É revoltante. A vaga é um direito do meu filho, e agora até isso querem tirar da gente. É um absurdo o que está acontecendo naquele estacionamento. Vira selvageria na entrada e saída da escola”, relatou.

O caso foi registrado como ameaça, no boletim de ocorrência HL2368-1/2025, e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia da cidade.

Mas, além da violência sofrida, o que mais revolta a mãe é a omissão do poder público. Segundo ela, a Prefeitura já foi cobrada inúmeras vezes para colocar um agente de trânsito no local — especialmente nos horários de pico da escola. E vereadores do município chegaram a entrar em contato, prometeram providências, mas nenhuma mudança aconteceu até agora.

“Já pedi ajuda, já fiz denúncia, registrei boletim. Vereadores me procuraram, falaram que iam resolver, que iam melhorar a fiscalização, que iam mandar agente de trânsito. Até agora nada. Enquanto isso, somos nós, as mães, que seguimos expostas e ameaçadas. Eles só aparecem para prometer, mas ação concreta não vem nunca”, desabafa.

Priscila faz um apelo para que a Prefeitura de São José dos Campos pare de ignorar os riscos enfrentados por mães e crianças na entrada do parque e que medidas urgentes sejam tomadas. “O que falta? Acontecer uma tragédia para alguém olhar pra isso com seriedade?”, questiona.

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