Lula pressiona China por controle do TikTok e reforça projeto de censura digital no Brasil
Pequim, maio de 2025 – Em mais um movimento que acende o alerta sobre o avanço do controle estatal sobre a internet, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou à China uma pauta polêmica: a regulamentação das redes sociais. Durante sua reunião com o presidente chinês Xi Jinping, Lula pediu que a ByteDance – empresa responsável pelo TikTok – envie representantes ao Brasil para discutir regras para a atuação da plataforma no país.
Segundo o próprio presidente, o pedido foi motivado pelos “absurdos” que, segundo ele, ocorrem nas redes. A fala foi endossada pela primeira-dama, Janja da Silva, que, em pleno encontro oficial entre chefes de Estado, pediu a palavra para criticar o impacto do TikTok em mulheres e crianças. A intervenção, que foi considerada um “climão” por parlamentares presentes, acabou vazando à imprensa, gerando desconforto no Planalto.
O mais grave, porém, foi a resposta do líder chinês: Xi Jinping afirmou que “o Brasil tem o direito de regular ou até mesmo banir” plataformas como o TikTok. A declaração foi vista por analistas como uma luz verde para Lula seguir com sua agenda de controle digital, inspirada em modelos autoritários como o da própria China.
O presidente não escondeu a irritação com o vazamento da conversa, sugerindo que apenas autoridades do alto escalão poderiam ter sido responsáveis por revelar o conteúdo da reunião. “Isso não deveria ter saído”, reclamou.
Censura em marcha
A visita reforça o projeto do governo de aprovar uma legislação que regule fortemente as redes sociais no Brasil. Críticos apontam que, sob o pretexto de combater fake news e proteger crianças, o objetivo real seria sufocar vozes contrárias ao governo e limitar a liberdade de expressão nas plataformas.
“O governo busca na China o modelo que gostaria de implantar aqui: uma internet vigiada, com filtros ideológicos e censura disfarçada de regulação”, alerta um especialista em direito digital ouvido pelo Metrovale.
Enquanto a China mantém o TikTok sob rígido controle estatal e até bloqueia versões internacionais da plataforma, a tentativa brasileira de seguir por esse caminho acende um debate urgente: até que ponto o Estado pode intervir na comunicação digital sem ferir a liberdade dos cidadãos?
A pauta segue no Congresso, mas agora com apoio público da China e do próprio TikTok, que deve enviar representantes ao Brasil nas próximas semanas para discutir os termos da regulamentação. O risco, segundo juristas, é que a liberdade virtual brasileira acabe sendo vítima de um projeto que flerta perigosamente com a censura.
