Lula chama ataque de Israel que matou 9 crianças palestinas de genocídio

Declaração do presidente brasileiro gerou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre a ofensiva militar em Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “genocídio” o ataque aéreo realizado por Israel no último sábado (24), que resultou na morte de nove dos dez filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar, na Faixa de Gaza. Em publicações feitas nas redes sociais, Lula afirmou que o episódio simboliza a crueldade de um conflito que tem vitimado, diariamente, mulheres e crianças inocentes.

“A morte de 9 dos 10 filhos da médica palestina, Alaa Al-Najjar, como consequência de ataque aéreo do governo de Israel na Faixa de Gaza, é mais um ato vergonhoso e covarde. Seu único filho sobrevivente e seu marido, também médico, seguem internados em estado crítico”, escreveu o presidente.

Na sequência, Lula criticou duramente a condução do conflito por parte do governo israelense, afirmando que a atual ofensiva deixou de ser uma ação de legítima defesa e se transformou em vingança.

“Já não se trata de direito de defesa, combater o terrorismo ou buscar a libertação dos reféns em poder do Hamas. O que vemos em Gaza hoje é vingança. O único objetivo da atual fase desse genocídio é privar os palestinos das condições mínimas de vida com vistas a expulsá-los de seu legítimo território.”

A fala gerou forte repercussão nacional e internacional. Enquanto parlamentares e líderes políticos de esquerda e organizações humanitárias manifestaram apoio ao posicionamento do presidente, setores ligados à diplomacia israelense e aliados políticos mais conservadores criticaram duramente a escolha de palavras, especialmente o uso do termo “genocídio”.

Ataques contínuos

A Faixa de Gaza tem sido palco de intensos bombardeios desde o início da nova escalada do conflito entre Israel e o Hamas. Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, mais de 35 mil palestinos morreram desde outubro de 2023, incluindo milhares de mulheres e crianças. Do lado israelense, os ataques do Hamas resultaram em centenas de vítimas civis e militares.

A médica Alaa Al-Najjar perdeu praticamente toda a família em um único ataque. O caso provocou comoção nas redes sociais e foi destaque na imprensa internacional, sendo considerado um dos episódios mais brutais desde o início da guerra.

Impacto diplomático

O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes do governo brasileiro indicam que o Brasil deve levar o tema a fóruns internacionais como a ONU e a União Africana. Em fevereiro, Lula já havia comparado as ações de Israel ao Holocausto, o que gerou protestos formais por parte da diplomacia israelense.

Organizações como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch vêm denunciando há meses que Israel estaria impondo punição coletiva à população civil palestina, o que configura crime de guerra segundo o Direito Internacional Humanitário.

Debate no Brasil

A fala de Lula também reacendeu o debate político interno. Parlamentares da oposição acusaram o presidente de desrespeitar o direito de defesa de Israel e de se alinhar a grupos radicais. Já aliados do governo reforçaram que o Brasil tem tradição de defesa dos direitos humanos e que não se pode silenciar diante da morte de crianças inocentes.

Metrovale acompanha o caso e continuará atualizando com novos desdobramentos.

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