Aparecida foi sentenciada a mais de 13 anos de prisão em regime fechado. MP recorre para ampliar a condenação.
A Justiça de São Joaquim da Barra (SP) condenou a 13 anos, 7 meses e 10 dias de prisão em regime fechado Aparecida Donizeti Berigo Blesio, de 60 anos, acusada de matar gatos por envenenamento em dezembro de 2024. Embora o Ministério Público tenha denunciado Aparecida pela morte de 26 animais, a condenação foi confirmada por cinco casos, com base em laudos periciais.


A sentença, proferida no sábado (10) pelo juiz Gustavo Tavares de Oliveira Borges, da 1ª Vara da cidade, considerou que apenas cinco dos gatos mortos passaram por perícia, o que impossibilitou a condenação pelas outras 21 mortes apontadas pela acusação.
Segundo a decisão, o crime foi premeditado. A acusada utilizou aldicarbe (popularmente conhecido como chumbinho) em pedaços de carne, colocados em locais onde sabia que os gatos se alimentavam regularmente. A prática foi flagrada por câmeras de segurança, que registraram Aparecida na Rua Paraná, próximo à sua casa, deixando o veneno no chão.
“A ré não apenas previu, mas efetivamente desejou o resultado morte de cada um dos cinco felinos”, afirmou o magistrado na sentença.
Aparecida está presa preventivamente desde janeiro de 2025, quando a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) foi oferecida. O MP já anunciou que vai recorrer da decisão, buscando o reconhecimento de todas as 26 mortes atribuídas à ré.
Já a defesa da acusada sustenta que a pena é desproporcional e que não há provas suficientes para justificar a condenação, informando que também irá recorrer.
O caso gerou forte repercussão entre protetores de animais e moradores da cidade, que desde os primeiros relatos de mortes cobravam uma resposta efetiva da Justiça. As imagens dos gatos mortos nas calçadas circularam amplamente pelas redes sociais, gerando revolta e pedidos por penas mais severas para crimes de maus-tratos.