Esquema de Fraude com “Idosos de Aluguel”
As investigações revelaram que pelo menos 21 idosos foram aliciados para emprestar suas características biométricas (impressões digitais e fotos) a fim de criar identidades fictícias. Com esses dados, o grupo conseguiu emitir cerca de 285 CPFs e títulos eleitorais falsos, abrindo contas bancárias e solicitando aproximadamente 259 Benefícios de Prestação Continuada ao Idoso (BPC), que paga um salário mínimo mensal. Além disso, os fraudadores realizaram empréstimos consignados utilizando esses benefícios.
Ações da Polícia Federal
A operação resultou na prisão de três pessoas e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem e Betim. Foram apreendidos celulares, documentos falsos, cartões de benefícios, extratos bancários e anotações que reforçam as provas já coletadas. A análise dos bens apreendidos indicou aquisições e movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados, sugerindo lavagem de dinheiro.
Prejuízo aos Cofres Públicos
O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 23 milhões. As ações da PF evitaram um prejuízo adicional de R$ 35 milhões, considerando os valores que seriam pagos caso o esquema não fosse interrompido.
Outras Fraudes no INSS
Além da Operação Egrégora, outras fraudes envolvendo o INSS foram identificadas recentemente. Em Sergipe, a PF apontou assinaturas falsas em associações que desviaram R$ 300 milhões por meio de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A perícia revelou que as entidades foram criadas com documentos contendo assinaturas falsificadas de beneficiários.
Em outra operação, a PF prendeu duas pessoas em flagrante após o saque de um benefício previdenciário fraudado em Minas Gerais. Os indivíduos usaram identidade falsa de um beneficiário possivelmente falecido para obter aposentadoria por invalidez. Com eles, foram apreendidos o cartão do benefício, uma carteira de identidade falsa, os valores sacados e o veículo que seria utilizado na fuga.
Impacto Nacional
O escândalo das fraudes no INSS em 2025 revelou um esquema criminoso que desviou e lavou recursos mediante descontos irregulares, sem autorização, nos benefícios de aposentados e pensionistas. O prejuízo estimado é de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, afetando cerca de 4,1 milhões de beneficiários. A operação resultou no afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na renúncia do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.
Metrovale Notícias – Informação com responsabilidade.
? Reprodução