Criança tem convulsão na creche, é levada pelo Samu e ignorada no atendimento médico, diz mãe

Uma moradora de São José dos Campos denuncia um caso grave de possível negligência médica envolvendo seu filho de apenas 2 anos, que sofreu uma crise de convulsão dentro da creche, foi socorrido pelo SAMU, mas — segundo ela — foi repetidamente ignorado pelo Hospital da Vila, mesmo apresentando sintomas graves.

O caso começou quando a criança teve uma convulsão na creche. O SAMU foi acionado e levou o menino diretamente ao Hospital da Vila. Chegando lá, a mãe relata que não foi autorizada a entrar com o filho pela emergência — como ocorre em atendimentos de urgência — e precisou seguir todo o protocolo da triagem comum.

Segundo a mãe, mesmo com febre alta entre 38,7°C e 39°C, dores intensas nas costas e na cabeça, e sinais de sofrimento, a equipe médica tratou o caso como uma simples inflamação de garganta e prescreveu Dipirona. Ela conta que uma das médicas sequer examinou a criança pessoalmente, delegando o atendimento a um residente. “Ela ficou sentada no computador e nem olhou na cara do meu filho”, desabafa.

Durante os dias seguintes, o quadro se agravou. A criança não conseguia andar direito, chorava de dor, não deixava tocar nas costas e gritava com dores na cabeça, segundo vídeos e fotos enviados pela mãe à nossa redação.

Mesmo insistindo por exames mais detalhados, como tomografia ou ressonância, os profissionais teriam dito que era “normal crianças pequenas convulsionarem” e recomendaram que ela fosse para casa e retornasse com o filho de carro caso ocorresse nova convulsão. A mãe protestou: “Como eu ia levar meu filho no carro se a gente nem tem carro e mora longe?”.

Depois de pressionar e ameaçar acionar o número 156, o protocolo mudou. Exames laboratoriais foram realizados e foi identificado que o sistema imunológico da criança estava muito elevado. Suspeitando de meningite, os médicos decidiram realizar uma punção lombar.

No momento do exame, segundo a mãe, os profissionais negaram a presença tanto dela quanto do pai da criança dentro da sala, impedindo que ambos acompanhassem o procedimento. “Não sei como fizeram, nem o que fizeram. Só disseram que tentaram três vezes, mas meu filho saiu de lá com quatro marcas nas costas. Eles mentiram para mim”, afirmou.

O resultado da punção deu negativo para meningite, mas a criança seguiu com febre e dor. Em novo retorno ao Hospital da Vila, uma segunda médica identificou uma inflamação severa na garganta, com presença de pus — o que não havia sido percebido nos atendimentos anteriores.

“Ele ficou dias sofrendo, chorando de dor, com febre, sem conseguir se movimentar direito. Eles falavam que era só dar Dipirona. Foi um verdadeiro descaso”, completa a mãe.

Ela procurou a Ouvidoria da Saúde, mas diz que a resposta foi insatisfatória, e acusa o município de tentar justificar os erros.

POSICIONAMENTO

A equipe do Metrovale solicitou posicionamento oficial da Prefeitura de São José dos Campos e da Secretaria de Saúde, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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Foto:Ilustrativa Reprodução

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