ALEXANDRE DE MORAES CONCEDE PRISÃO DOMICILIAR A ROBERTO JEFFERSON, MESMO APÓS ATACAR A TIROS POLICIAIS FEDERAIS

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, preso desde 2021 por crimes como incitação à violência, calúnia, homofobia e, posteriormente, por atirar contra agentes da Polícia Federal, foi beneficiado neste sábado (10) com prisão domiciliar humanitária pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da longa ficha criminal e de já ter sido condenado a mais de 9 anos de cadeia em regime fechado, Jefferson foi autorizado a deixar a prisão com base na “grave situação de saúde”, sua idade (71 anos) e recomendações médicas do Hospital Samaritano, no Rio, onde está internado. O pedido teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que levanta questionamentos sobre o rigor da Justiça frente a criminosos com influência política.

O benefício não veio sem exigências: ele usará tornozeleira eletrônica, está proibido de sair do país, de acessar redes sociais e de dar entrevistas — salvo se autorizado pelo STF. Só poderá receber visitas de familiares e advogados.

A decisão choca principalmente pela gravidade dos fatos: Jefferson não apenas ofendeu instituições como o STF e o TSE, como também reagiu a tiros contra policiais federais em 2022. Apesar de já ter sido condenado por esse ataque, permanecia detido por força de outro mandado, do STF — agora substituído por prisão domiciliar.

Enquanto milhares de presos pobres aguardam atendimento médico em celas insalubres, Jefferson, com seu histórico violento e político, vai para casa. A pergunta que fica: justiça para quem?

Foto Reprodução

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