Na última madrugada, um verdadeiro retrato do descaso foi registrado no Hospital da Vila Industrial, em São José dos Campos. Minha sobrinha, de apenas 17 anos, deu entrada na unidade às 13h40 e só foi liberada às 4h15 da manhã do dia seguinte. O mais grave: o médico chegou a dizer que havia lido a tomografia dela — mas ela sequer tinha feito o exame. O profissional, ao perceber o erro, admitiu que havia confundido com outra paciente de mesmo nome, mas com 49 anos. Um erro que poderia custar vidas.

Além disso, os exames precisaram ser refeitos por falhas na solicitação anterior, exigindo novo contraste e gerando mais horas de espera. Enquanto isso, filas imensas se formavam e funcionárias eram vistas conversando dentro da sala de atendimento, ignorando o sofrimento da população.
Casos absurdos se repetem: uma senhora com o braço visivelmente quebrado chegou às 14h e só às 00h30 recebeu a confirmação do raio-x — mais de 10 horas de espera por algo que era evidente a olho nu.
Um cadeirante com uma perna amputada, aguardando possível internação para amputação da outra, foi visto deitado nas cadeiras da recepção durante a madrugada por falta de leito. Situação desumana.
Como pode uma cidade que está entre as maiores arrecadações do Estado de São Paulo tratar sua população com tamanho descaso?
A população merece respeito. Médicos precisam de condições dignas de trabalho. Mas o povo não pode continuar sendo vítima do abandono do poder público.
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Foto:Reprodução