Amante do traficante TH, travesti “mulher-gato” já esteve envolvida em golpe com pix e criptomoedas em São José dos Campos

Luana Rabelo, travesti conhecida como “Mulher-Gato” e que ganhou destaque nacional nos últimos dias ao reivindicar a herança do traficante TH da Maré, morto em confronto com o Bope no Rio de Janeiro, já era figura conhecida da polícia de São José dos Campos. Em fevereiro deste ano, ela foi apontada como líder de uma quadrilha que aplicava golpes envolvendo transferências via Pix, cartões de crédito e até roubo de criptomoedas.

As investigações revelaram que Luana operava um esquema sofisticado junto a outras garotas de programa nas avenidas centrais da cidade, como a Nelson D’Ávila e João Guilhermino. O grupo atraía vítimas com promessas de encontros e, durante o contato, acessava dados bancários e senhas, transferindo altos valores sem o consentimento das vítimas.

Segundo a Polícia Civil, uma das fraudes chegou a desviar R$ 90 mil em moedas digitais. Em outro caso, um homem relatou prejuízo de R$ 200 mil no chamado “golpe do amor”.

O histórico criminal de Luana Rabelo contradiz a imagem de “viúva injustiçada” que ela tenta sustentar nas redes sociais ao reivindicar parte da herança do traficante TH. Segundo seus próprios relatos, ela era companheira do criminoso e afirma ter “estado ao lado dele nos momentos difíceis”.

A revelação de que a mesma figura envolvida em um dos maiores esquemas de estelionato da região agora busca partilha de bens de um chefe do tráfico reforça a conexão entre o submundo do crime no Rio e as ações fraudulentas em São Paulo.

A polícia ainda procura por Luana, que segue foragida. Em São José dos Campos, o inquérito segue em andamento, com a possibilidade de novas vítimas aparecerem a qualquer momento.

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