Marcos Roberto de Almeida, apontado por Marcola para chefiar o Primeiro Comando da Capital, foi detido em Santa Cruz de la Sierra e pode ter extradição solicitada pelo Brasil
Em operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen (FELCC) da Bolívia, foi preso na tarde desta sexta?feira (16/5), em Santa Cruz de la Sierra, Marcos Roberto de Almeida, conhecido no mundo do crime como Tuta. Ele é apontado como o mais novo comandante do Primeiro Comando da Capital (PCC), indicado por Marcola, ex?chefe da facção.
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Tuta, que já cumpria pena no Brasil por associação criminosa e lavagem de dinheiro (mais de 12 anos de condenação), utilizava um documento falso para se manter foragido. Há também indícios de que ele conste na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, o que motivou a mobilização internacional para sua captura.
Detalhes da prisão
- Local da ação: Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.
- Agentes envolvidos: Polícia Federal do Brasil e FELCC boliviana.
- Modo de operação: O suspeito foi localizado em um ponto de fronteira interna, onde trocava informações logísticas para o envio de recursos ilícitos ao Brasil.
- Documentação falsa: Tuta portava RG e CPF adulterados para uso de identidade de um terceiro.
Perfil do preso
- Nome verdadeiro: Marcos Roberto de Almeida.
- Codinome: Tuta.
- Filiação criminosa: Primeiro Comando da Capital (PCC).
- Indicação de comando: Teria sido apontado por Marcola, que cumpre pena máxima no sistema federal brasileiro, para sucedê?lo na hierarquia.
- Condenação anterior: Mais de 12 anos de reclusão por associação criminosa e lavagem de capitais.
Implicações e próximos passos
- Difusão Vermelha da Interpol: A inclusão do nome de Tuta na lista reforça a cooperação entre países na captura de foragidos de alta periculosidade.
- Extradição: As autoridades bolivianas aguardam oficialmente a solicitação de extradição por parte do Ministério da Justiça do Brasil.
- Impacto no PCC: A prisão de um nome já tão articulado pode desestabilizar cadeias de comando e atrasar o fluxo de recursos da facção.
Metrovale seguirá acompanhando esse caso e trará atualizações sobre o pedido de extradição e eventuais desdobramentos da investigação.
