Metrovale, com informações da BBC News
A tragédia aérea envolvendo um voo da Jeju Air na Coreia do Sul, que resultou na morte de 179 das 181 pessoas a bordo em dezembro do ano passado, continua gerando forte comoção e desdobramentos judiciais. Agora, 72 famílias das vítimas apresentaram uma queixa-crime contra 15 pessoas, entre elas o ministro dos Transportes da Coreia do Sul e o CEO da companhia aérea.

O caso é investigado como possível negligência profissional, e os familiares afirmam que o acidente “não foi um simples erro”, mas sim o resultado de falhas graves e sistemáticas na gestão da segurança da aviação.
Segundo a reportagem da BBC News, o avião fazia a rota entre Bangkok e Muan quando realizou um pouso de emergência sem o trem de pouso, conhecido como “belly landing”. A aeronave derrapou, saiu da pista e colidiu contra uma barreira de concreto, explodindo em seguida. Apenas dois tripulantes sobreviveram ao impacto.
Além do possível erro operacional, a investigação revelou que as caixas-pretas pararam de gravar quatro minutos antes da queda e que a barreira de concreto no final da pista não era adequada para absorver impacto, agravando ainda mais a tragédia.
O governo sul-coreano já iniciou a substituição dessas barreiras em sete aeroportos e determinou inspeção emergencial em todas as aeronaves Boeing 737-800 operadas no país.
As famílias, no entanto, cobram mais do que respostas técnicas: querem responsabilização penal daqueles que falharam em garantir a segurança de quase 200 pessoas. Para muitos, esse não foi apenas um acidente — foi uma catástrofe anunciada.
A matéria completa pode ser conferida no site da BBC News.


