O novo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, está no centro de uma controvérsia envolvendo fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2021, enquanto deputado federal, Queiroz foi um dos autores de uma emenda que prorrogou o prazo para revalidação anual dos descontos de mensalidades de associações e sindicatos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. Essa medida, que inicialmente visava flexibilizar procedimentos durante a pandemia, acabou sendo utilizada por entidades para aplicar descontos indevidos, sem autorização dos beneficiários, resultando em um prejuízo estimado em R$ 6,5 bilhões entre 2019 e 2024 .
A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto para investigar o esquema, que envolvia sindicatos, associações, servidores públicos e advogados. Mais de 4 milhões de beneficiários foram afetados, e as práticas ilícitas incluíam corrupção, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro .
A nomeação de Queiroz para o ministério ocorreu após a renúncia de Carlos Lupi, que deixou o cargo em meio às investigações. No entanto, a oposição questiona a escolha, argumentando que Queiroz já havia sido alertado sobre as irregularidades e não tomou providências. Deputados apresentaram requerimentos para convocá-lo a prestar esclarecimentos no Congresso .
Até o momento, Wolney Queiroz não se pronunciou publicamente sobre as acusações. A situação continua sendo acompanhada de perto pelas autoridades e pela sociedade, que aguardam medidas efetivas para responsabilizar os envolvidos e ressarcir os prejudicados.
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